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Siemens quer crescer 20% em UC

Com o inicio do ano fiscal da Siemens, (1º de outubro), a empresa informou uma expectativa de crescimento de até 20% no Brasil, em relação a período de 2008/09, cujo resultado foi entre 10% e 15% acima de 2007. De acordo com o diretor de serviços e soluções da Siemens Enterprise Communication, João Fábio de Valentim, o próximo ano terá uma dedicação mais expressiva ao mercado de comunicação unificada, tendo como segmentação a oferta de serviços e não como produto. “O País é uma das principais regiões no mundo para esse modelo de negócio”, afirma.

De acordo com Valentim, em 2008 a Siemens vendeu 500 mil licenças de UC no mundo e que 50 mil foram no Brasil. “É o dobro em relação ao ano passado e só foi possível, devido ao mercado de UC como serviço”, indica. O foco da empresa é para grandes e médias empresas, “porque as pequenas optam por soluções híbridas e de várias desenvolvedoras”, completa.

Atualmente, os principais clientes da Siemens são Alemanha, EUA, Reino Unido, Brasil e Bélgica. Nessa linha, o setor de comunicação unificada representa 10% de todo o faturamento e o País representa 65% de toda a América Latina.

Valentim disse que, hoje, a empresa utiliza dois terços de sua renda no investimento em UC.

Em relação a adesão das empresa, o executivo afirma que o setor público é mais aderente a esse modelo de contratação – terceirizada -, e que as operadoras são mais seletivas. “Nos negócios, a gente tem que mostrar para o empresário o que ele ganha em troca se investir nessa solução”.

Investimentos
Como estratégia mercadológica, desde fim de agosto, a Siemes integrou suas soluções com a Enterasys e busca a inclusão de novos parceiros. Outra tática realizada foi a transferência da fabricação dos dispositivos, como terminal telefônico VoIP e Gateways, em julho de 2009, para Curitiba. “Essa ação reduzirá o custo para comercializar os produtos no Brasil e, agora, a fábrica também passa a exportar para o mundo todo”, informa Valentim.

“Temos 1,5 milhão de clientes no mundo todo e crescemos acima do mercado nacional que teve 10%. A perspectiva de 20% para o próximo ano é uma meta bastante desafiadora”, afirma João Fábio de Valentim.

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